segunda-feira, 26 de abril de 2010

O Valor de uma Amizade Verdadeira



Era um grupo de amigos que serviam a Deus, em uma cidade do interior.
Andavam sempre juntos, com mais outros amigos chegados, homens jovens e trabalhadores. Sua amizade era intensa, a ponto de afirmarem dar a própria vida pelo companheiro. Faziam visitas em diversas cidades próximas à sua, levando paz e palavras de Deus aos corações. Alegravam-se juntos, entristeciam-se juntos. Às vezes, eram bem recebidos; em outras ocasiões, eram escorraçados por pessoas que
Era um grupo feliz. Mas, como em todo grupo de amigos, sempre há aqueles mais chegados que irmãos. Havia três deles que se envolveram de verdade com o jovem rapaz, filho do dono da carpintaria da cidade, que liderava o grupo. E um dos três, por ser mais apegado, às vezes até cometia algumas gafes; era estouvado.
Em momentos de tristeza, este rapaz contava com o companheirismo destes três, inseparáveis.
Mas, um dia, o jovem líder do grupo foi atraiçoado e preso, por um crime não cometido. Os amigos fugiram todos... Menos o amigo estouvado.
Este não quis deixar seu companheiro só naquela triste situação e seguiu os policiais que levavam o jovem para a delegacia. Mas, por medo, não entrou; preferiu ficar em um pátio nas proximidades, para poder escutar a conversa.
De repente, alguém que estava ali o reconhece: “Ei, você andava com ele, não é?”
E ele, surpreendentemente, tenta se safar através da covardia: “Quem, eu? Nem conheço!”.
E aí, soube-se que o amigo que jurara lealdade em um passado não tão distante, negou conhecer o companheiro, não só uma, mas três vezes!
Porém, seu amigo aprisionado e desgostado olha para fora e o encontra ali, em flagrante mentira. Para completar a tristeza da cena, ouve-se um galo cantar... E o nosso covarde amigo não resiste ao remorso e chora.


Você já descobriu de quem estamos falando, não é?
Vemos aqui um cenário de derrota e tristeza: a segunda traição sofrida por Jesus. Depois de ser vendido por um dos amigos – Judas Iscariotes – (João 18: 3), é negado publicamente por Simão Pedro, o que jurara fidelidade até a morte (Marcos 14: 66-68). Não creio que Jesus ficasse surpreso, afinal Ele sabia de tudo (João 13: 37-38). Mas nada me convence de que Seu coração aceitasse isso com naturalidade: abandono, traição, desprezo.
Mas esta cena é breve (graças a Deus por isso!). Logo tudo termina.
Jesus, depois de preso, é condenado, torturado e morto.
Onde está Pedro? Está escondido em suas lágrimas de amargura, pensando não ter mais volta para sua atitude vil.
De repente, alguém chega contando uma história maluca: “Jesus está vivo de novo! Não há mais ninguém na cova!”. Inverossímil? Com certeza. Mas, para o coração de Pedro, é um acontecimento que lhe divide ao meio (João 20: 3-7). Ele sente alegria imensa, mas sente medo. Será que o Senhor o perdoaria por sua traição?
Vamos lá.
Jesus ressuscita dentre os mortos, aparece entre os Seus amigos fujões e dá pão e peixe a eles. Não há nenhuma palavra de recriminação, nenhuma bronca. Como você estaria, leitor, se você fosse o Simão Pedro?


Mas o Senhor Jesus quer deixar claro que o amor dEle impera em qualquer situação.


– Pedro, você me ama?
– Sim, Senhor, tu sabes que eu te amo.
– Apascente as minhas ovelhas. Pedro, você me ama?
– Sim, Senhor, tu sabes que eu te amo.
– Apascente as minhas ovelhas. Pedro, você me ama?
O Evangelho de João registra que essa terceira pergunta deixa Pedro triste. Imagino que ele pensou que Jesus o confrontaria com aquele episódio sinistro. O que você vai responder ao Mestre, Pedro?
– Senhor, tu sabes tudo. Tu sabes que eu te amo.
A resposta do Mestre, tão ansiosamente guardada, vem como um bálsamo ao coração e aos ouvidos do discípulo “cabeça–quente”:
– Apascente as minhas ovelhas. Quando você era mais jovem, vestia-se e ia para onde queria; mas quando for velho, estenderá as mãos e outra pessoa o levará para onde você não deseja ir. Siga-me! (cf. João 21: 15-19).


Oh, não importava que ele agora soubesse como iria ser morto no futuro, não importava o quando ele sofreria por ser discípulo do Nazareno!
O que importa é o “Siga-me” de Jesus! Nenhuma condenação, retaliação ou reprimenda!


Siga-me, Pedro!
Eu vim ao mundo para perdoar pecados. Mesmo aqueles que são vis e torpes.
Vim ao mundo para sarar e curar os doentes, Pedro.


E você, ouvirá também o “Siga-me” do Mestre Jesus?
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