sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Êxodo

Gabriel Tardin

Bem vindos ao Sábado!

[Êxodo]

Bom Sábado, amigos!

Graças a Deus, chegamos ao dia Santo, escolhido, abençoado e santificado por Deus, para nossa alegria.

Como sabemos, o Êxodo é um livro de grandes aventuras, que trata desde o cativeiro hebreu, no Egito, até a peregrinação, no deserto, rumo à terra prometida.

No Êxodo, as Escrituras denotam um Deus suficiente em poder, organização e competência. Podemos notar um Deus infalível em socorrer Seu povo e, muito mais, um Pai que luta pelos Seus filhos, mesmo que eles não percebam.

Neste livro, podemos ler histórias incríveis, como a educação do hebreu Moisés dentro do castelo de Faraó, a sua convocação através da sarsa ardente, as dez pragas do Egito, a travessia no mar vermelho... grandes fatos "impossíveis" que foram realizados pelo braço de Deus, em prol de Seu povo.

Mais lá pra baixo do livro, podemos ver um Deus que preza a organização, o padrão e o bem-estar de Seu povo. Vemos isso claramente no conjunto de Leis dedicadas à Israel.

Deus se mostrou o "guarda de Israel", da forma mais bonita possível. Deus guiou o povo com alimento, roupas e proteção ambiental, durante toda travessia do deserto.

Quero dar destaque, novamente, ao conjunto de Leis, principalmente a dos 10 mandamentos. Essas Leis demonstram o tamanho da capacidade organizacional e de liderança que há no Senhor. Esse organograma divino foi criado para conduzir o homem em sua peregrinação diária, de forma a apontá-lo o que é certo ou errado, e demonstrá-lo seu inútil potencial.

Amigos, eu não prometo mandar um testemunho para cada livro, toda sexta, nem sei se vou ter tanto o que contar, assim, mas vamos ao testemunho... rs

Minha avó, dona Dilcéa, cresceu em um lar espírita. Sua mãe, descendente de uma determinada tribo indígena, tinha costumes espíritas e, regularmente, visitava centros de umbanda e candomblé.

Minha avó tinha uma vizinha que era cristã, que convidou sua mãe para ir à igreja. Sua mãe negou, porém minha avó, com apenas 5 anos, foi com a vizinha e, desde então, passou a ir sempre à Escola Sabatina. Minha avó aprendeu as musicas da igreja, as histórinhas da Bíblia... porém, infelizmente, a vizinha teve de se mudar. Então, Dilcéa não pôde mais ir à igreja.

Os anos se passaram, Dilcéa cresceu. Em sua mente, ela lembrava da Escola Sabatina, dos hinos que aprendeu. Porém, na procura da felicidade, equivocadamente, Dilcéa passou a frequentar um centro de umbanda. Deram-lhe roupas e acessórios daquele ritual, a puseram para dançar na roda e, assim, invocavam os demônios. A parte mais bonita desta história é que TODA vez que Dilcéa ia aquele lugar, NENHUM dos espíritos imundos, ali invocados, se fazia presente. NENHUM, exatamente nenhum. Os sacerdotes daquele ritual não sabiam explicar, a "mãe-de-santo" também não conseguia explicar. Mas, sempre que Dilcéa chegava, o ritual ia por água a baixo.

Os "pais-de-santo", então, decidiram levá-la a um dos babalorixás mais famosos do Rio de Janeiro, para que ele verificasse sua situação espiritual. A resposta daquele homem foi:

- Mulher, saia daquele centro, senão você vai acabar com ele, e em pouco tempo! Seu lugar não é na umbanda. Procure uma igreja evangélica porque seu santo é mais forte que o de todos nós, até mesmo que o meu. Vá para uma igreja evangélica, pois é o melhor que você pode fazer.

Assim, Dilcéa parou de frequentar a umbanda. Foi, então, que ela começou a receber ameaças de morte, se não voltasse para lá. Dilcéa orou a Deus, como havia aprendido na sua infância. Numa determinada noite, ela teve um sonho. Sonhou que ia até aquele centro, tirava seu nome de dentro do trabalho de magia negra e "ateava fogo ao local". De manhã, ela contou o sonho para seu esposo. - Dito e feito! - Pasmem vocês! - O centro pegou fogo na vida real!!! Deus é poderoso!

Então, Dilcéa começou a procurar igrejas evangélicas, até que encontrou uma onde se firmou. Sentiu-se feliz novamente. Dilcéa firmou-se ali, criou seus filhos, posteriormente seus netos e agora cuida de suas bisnetas dentro deste mesmo caminho.

Dilcéa tem sido abençoada na pregação do Evangelho, inclusive, já evangelizou (e trouxe para nosso meio) muitas pessoas que passaram por esses mesmos locais tenebrosos, como ela.

O povo hebreu havia crescido no conhecimento do Senhor e tinha noção da grandeza e poder deste Deus, assim como nossa irmã, Dilcéa. Porém, ao longo de sua vida, teve de ir para uma terra pagã, onde não havia adoração a Deus, o Egito. Ali eram adorados espiritos imundos e deuses estranhos. O povo era forasteiro, mas tinha seu lar. Uma promessa o esperava.

Deus mandou que Moisés libertasse o povo, assim ele fez. Agora, o povo passou a vagar pelo deserto, mas Deus cumpriu Sua promessa: a descendência de Israel entrou em Canaã: Josué e Calebe.

Eis que vêm, próxima a nós, a nova Canaã. Que nós possamos anseiá-la e alcançá-la, junto dos hebreus que morreram firmes ao Concerto Eterno e, também, junto de minha avózinha, irmã Dilcéa.

Que o grande Deus nos mantenha seguros à Rocha, que é Cristo, e que Sua Graça nos abunde...

"...Pois só sairão do Egito os que realmente forem de Israel!"

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