quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Na CCB, eu gosto disso:

Aoooo povão!

Paz e Graça!
Após algumas pequenas discussões no Facebook sobre este artigo, resolvi compartilhar alguns detalhes da igreja Congregação Cristã no Brasil (CCB), da qual fui membro por 18 anos, de que eu gosto até hoje.


1# Liturgia delineada

A liturgia da CCB é simples, idealizada para não ultrapassar uma hora e meia de culto. Todos os louvores cantados são do hinário “Hinos de Louvores e Súplicas a Deus”, de uso próprio da igreja. É uma compilação de melodias protestantes antigas, com letras adaptadas.
Resume-se a:
3 hinos, oração, 1 hino, momento dos testemunhos, 1 hino, pregação, oração, hino de encerramento e término do culto.
Só considero um pouco estranho que a mesma liturgia seja seguida para as Reuniões de Jovens e Menores. Creio que parte das crianças não entenda bem o que se passa. Mas isso é assunto para outro post.


2# Qualidade da música

Digam o que quiser, mas a orquestra da CCB é incrivelmente bem estruturada. Os músicos e organistas são todos voluntários e passam por um período intenso de estudos, que compreendem percepção musical, leitura de partituras etc. Não são permitidos instrumentos de percussão.
Triste é que, aqui nas terras tupiniquins, as mulheres só têm acesso ao estudo/execução de órgão eletrônico, ao passo que as Congregações Cristãs de outros países permitem que a ala feminina escolha o instrumento que quiser para tocar, como se observa na foto.
Orquestra da Christian Congregation in United States
(Boston). Por que lá pode e aqui não?!

As letras de suas canções são lindas, bíblicas (em sua grande maioria) e cristocêntricas. Muitas de suas melodias são semelhantes às da Harpa Cristã e do Cantor Cristão (hinário batista). Os hinos são cantados todos em uníssono.
Há os ensaios locais (cultos totalmente musicais, risos), liderados por um encarregado (leia-se “regente”) local. Agora, bons mesmo são os ensaios regionais, onde se ajunta uma multidão de homens e mulheres para tocarem uma manhã inteira! Para quem gosta realmente de música nesse estilo, como eu, é um sonho de consumo! hehe


3# Ministério Feminino

A despeito de a mulher não poder realizar cultos ou pregar, há um ministério exclusivamente feminino, voltado para a ação social – a Obra da Piedade. Mulheres de várias idades se reúnem para se informar sobre famílias necessitadas entre a irmandade, organizam cestas básicas e roupas diversas. Auxiliam inclusive a noivas que não têm condição para alugar vestidos. Junto delas, há os diáconos, que dão assistência às Casas de Oração, administrando e aplicando as ofertas e coletas voluntárias e anônimas preparadas por Deus, em geral aplicando-as nas Obras da Piedade e viagens missionárias.


4# Serviço voluntário

Galera animada!
Todos os trabalhos realizados pela CCB são feitos espontaneamente pelos seus membros. Não há remuneração alguma, desde o bispo (no caso, ancião) até os responsáveis pela limpeza do templo. E aí vai: administração, tesouraria, ensino de música etc.
Acho interessante observar, por exemplo, os homens que vão participar das construções das Casas de Oração. Lá se vão vários chefes de família, nos fins de semana, trabalhar como pedreiros, serventes, eletricistas, bombeiros hidráulicos etc. E é possível, sim, vê-los alegres!


5# Mulheres e homens sentados separados

Há o lado dos irmãos e o lado das irmãs. Não é por nada não, mas... Fica bem mais bonito de se ver, hehe.

E o mais interessante:


6# Triunfalismo? Teologia da Prosperidade? Reteté? Aqui NÃO!

A sede da CCB, que fica no Brás, faz edições de cartas circulares a nível nacional, com ensinamentos diversos. Uma das coisas que me faz "tirar o chapéu" é que o Brás sempre orienta aos anciãos e cooperadores a que deixem de lado as pregações triunfalistas, sermões que falem demais sobre bênçãos materiais e também as manifestações estranhas atribuídas ao Espírito Santo - o famoso reteté. "Ah", você poderá perguntar, "então lá não há isso?". Há, sim. E como! O que quero deixar claro é que a Igreja não aceita e procura combater com veemência o que chamam de "fogo estranho". Enfaticamente, a CCB não é adepta desses movimentos - apesar de um ou outro ancião empolgado pregar umas "cargas d'água" de vez em quando.


Continuarei escrevendo considerações sobre a CCB, algumas coisas que aprendi lá, boas e ruins. Também, em breve, farei um post sobre o que faz a CCB não ser uma igreja assim tão sadia.
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