quinta-feira, 21 de julho de 2011

Quão bondoso Amigo é Cristo!

Não existe amigo como Jesus. Quando consideramos tudo o que Ele fez por nós, e somos incapazes de retribuir, torna a nossa relação com Ele mais especial e incomparável a qualquer outro tipo de relacionamento.

O título deste hino: "Quão bondoso amigo é Cristo", era chamado pelo seu autor: "Orai sem cessar". Na verdade, esse era o título de um poema escrito para sua mãe que se encontrava muito enferma.
Talvez não exista outro hino tão precioso e tão íntimo, que transmita calma e esperança ao coração atribulado, como o cântico "Quão bondoso amigo é Cristo". Muitas vezes, os mais belos hinos nascem de tristezas e angústias.

José (Joseph) Scriven nasceu em Banbridge, no norte da Irlanda. Após ser graduado na famosa escola Trinity College, noivou com uma bela jovem, tão instruída e educada quanto ele.

José fez os preparativos para seu casamento com a jovem, que residia em uma outra região do país. Mas, que terrível dor e desespero tomou conta do seu coração ao saber que, na véspera do seu casamento, a sua noiva tinha morrido afogada. Foi a primeira tragédia que o jovem José tinha experimentado. Porém, na sua tristeza e dor, teve um encontro real e pessoal com Cristo que mudou toda a sua vida.

Em 1845, José Scriven resolveu mudar-se da irlanda para o Canadá, procurando deixar para trás as suas tristezas. Ele conseguiu um bom emprego como tutor dos filhos de um oficial do Exército e fixou residência no novo país. Passado algum tempo, conheceu Eliza Roche, uma jovem de boa família. A amizade aprofundou-se em amor e mais tarde noivaram. Poucos dias antes do casamento, a jovem foi acometida de uma doença grave e morreu repentinamente.
O jovem caiu numa forte crise de depressão, que seriamente comprometeu a sua saúde física. Duas vezes a morte tinha privado-o de um casamento e expectativa de uma vida feliz. Apesar desta grande aflição, ele nunca perdeu sua fé pessoal em Jesus. José estava vivendo neste tempo na cidade de Port Hope, na província de Ontário, no Canadá, gerenciando uma empresa de laticínios naquele lugar, quando chegou a conclusão de que Deus não queria que casasse, e resolveu gastar o seu dinheiro e sua vida ajudando os pobres e menos privilegiados. Ele foi chamado "o Bom Samaritano" pelo povo da cidade, repartindo com eles sua comida e roupas, e muitas vezes pagando o aluguel de famílias destituídas.

Um dia, José recebeu uma carta da sua velha mãe na Irlanda. Ela estava doente e sentia-se muito só. Não poderia fazer a longa viagem marítima até à Irlanda, devido a sua saúde abalada. Como confortar sua velha mãe? Como fazê-la sentir que tinha um Amigo que está ao seu lado em todo o tempo? Ele pensou nas tristezas e angústias que tinha passado e como Jesus tinha sido seu Amigo e Consolador. Naquela tarde, sentou-se à mesa e começou a escrever:

Quão bondoso Amigo é Cristo / Carregou com a nossa dor 
E nos manda que levemos / Os cuidados ao Senhor.

Decidiu enviar uma cópia desse poema para sua mãe e guardou uma para si. Scriven nunca pensou em publicar o poema, mas um amigo que o visitou poucos dias antes do seu falecimento viu, entre alguns papéis na sua mesa, o pequeno poema, e exclamou: "Quem escreveu estas belas palavras?". Scriven respondeu: "Eu e o Senhor Jesus". Pouco depois, o amigo mandou publicar o pequeno poema num jornal diário de sua cidade. O compositor alemão, Charles Converse, ao ler o jornal, viu o poema, cuja mensagem tocou profundamente o seu coração. Então, sentou-se ao piano e compôs a bela melodia que tanto realça as palavras do hino.

Até os dias de hoje não se sabe o que realmente aconteceu com Joseph Scriven no dia da sua morte, 10 de agosto de 1886, aos 46 anos de idade. Alguém que atravessou tantos infortúnios na vida, perdas e desilusões, evidentemente não fica imune de ser atingido por uma séria depressão e profunda tristeza. Um amigo dele deixou o seguinte registro:
"Deixamos Scriven por volta da meia noite. Fui para outro quarto ao lado, não para dormir, mas para vigiar e esperar. Dá para imaginar a minha surpresa e desapontamento, quando retornei e encontrei o quarto dele vazio. Todas as buscas foram em vão na tentativa de encontar o homem desaparecido, até que no dia seguinte à tarde, o corpo foi encontrado na água de um rio próximo, sem vida e gelado."

Este curto e simples hino tornou-se favorito de milhões de cristãos ao redor do mundo e se encontra em quase todos os hinários evangélicos. Ele está traduzido em mais de vinte idiomas. Este hino está classificado entre os dez mais conhecidos e mais amados de todos os tempos. Só em português, há pelo menos três versões. Abra sua Harpa Cristã no número 200 e deixe este belo hino transmitir consolo e paz ao seu coração.

A bela melodia foi composta por Charles Converse, que, ao ler o poema num jornal, cuja mensagem tocou profundamente o seu coração, sentiu-se inspirado a escrever a música que enriquece o texto.

Traduzido em mais de 20 idiomas, este hino está classificado entre os dez mais conhecidos e mais amados de todos os tempos.
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FONTE: Artigo originalmente publicado no Mensageiro da Paz, CPAD por Ruth Dorris Lemos, missionária norte-americana, fundadora do Ibad (Instituto Bíblico das ADs) em Pindamonhangaba. É musicista, jornalista e professora de Teologia. (Adaptado pelo autor do Blog).

Leia mais sobre este e outros hinos históricos no Blog Harpa Digital.
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