sábado, 18 de fevereiro de 2012

Gênesis

Graça e Paz a todos!
Como foi dito aqui ontem, teremos a contribuição do nosso estimado irmão Gabriel Tardin.
Segue-se então o início de uma série de reflexões sabatinas intituladas "Bem-vindos ao Sábado".
Sejam abençoados por estas reflexões, amigos.

***

Gabriel Tardin


Bem-vindos ao Sábado!
[Gênesis]

Graças a Deus, falta uma semana a menos pra Cristo voltar.
Chegamos ao dia Santo, escolhido, abençoado e santificado por Deus, para nossa alegria.

Sabemos que o livro de Gênesis narra o início da história humana. O livro mostra a eficiência de um Deus Criador, que é capaz de perdoar e regenerar o pobre pecador.
A Santa Palavra diz que Deus criou o mundo em seis dias e, no sétimo, descansou. E proveu ao homem um dia para descansar e se libertar dos encargos diários. Vemos a nobreza e a generosidade de um Deus que nos concede (de graça) o direito de estar com Ele por mais tempo. Pena que nem todos entendem. 

Como não quero ser taxativo, vou contar um testemunho sobre a grandeza do Criador do Sábado, de todos os dias e de todas as coisas... 

Como eu já disse, no email que falei sobre minha vida, quando me desviei da Igreja, tive uns problemas escolares. Nessa época, eu havia passado no concurso para estudar numa escola da rede FAETEC, cursando Técnico em Administração. Porém, devido à minha rebeldia, tive de escolher entre abandonar o curso ou ficar lá sem levar a sério. Então, eu saí.
Comecei a estudar em uma escola de ensino regular, à noite e, nesse meio tempo, Deus operou na minha vida e eu voltei pra Igreja. A partir daí, começaram novos problemas: eu precisava estudar às sextas-feiras, à noite.
Conversei com os professores, expliquei minha situação, e pedi que me repusessem as aulas de sexta. Assim foi acordado. Porém, no último ano, um dos professores resolveu questionar minha fé. Ele não me repunha as aulas, não passava avaliações e, no fim do período, resolveu me reprovar. Naquela semana, eu orei bastante, entreguei a situação nas mãos de Deus. Pedi que Deus operasse da melhor forma. Eu não tinha nenhum tipo de presença ou avaliação do tal professor, mas cria que Deus iria operar. Então, somente orei. 
Chegou o dia de conversar com ele... Foi marcada uma reunião com os professores daquele período. Todos estavam ali, me olhando fixamente. Então, ouvi o que o tal professor tinha a dizer. Ele falou bastante. Porém, chegou a minha vez de discursar... Quando terminei meu discurso, os professores se comoveram e pediram que o tal professor fizesse algo para me aprovar. 
Lembro que, a essas alturas, um amigo meu, visitante da IASD, me disse assim:
 - Gabriel, não é isso que Deus quer pra gente não. Você está errado por não ter vindo às aulas. Agora está prejudicado. Deus não faria isso com você. 
 Eu respondi:
 - Amigo, eu não posso culpar a Deus, por causa do falho sistema do homem. O homem se desviou dos preceitos divinos porque quis. Eu sei em quem tenho crido e estou bem certo que é Poderoso. Eu estou honrando ao Senhor, tenho certeza que Ele irá me honrar, também.
Ele me olhou fixamente e não respondeu nada. Como se quisesse dizer que eu estava ficando louco.
Passou os dias e eu voltei para saber o resultado. Soube que a direção da escola havia votado que eu fosse aprovado. Então, o professor resolveu me entupir de avaliações. Pra honra e glória do nosso Deus, apesar de não ter ido às aulas, eu tive êxito em todas as avaliações. Passei alguns dias sendo avaliado e, no fim do período de avaliações (somente com esse professor), ele me disse:
- Olha, eu te aprovei por votação e porque você teve êxito nas avaliações. Porém, não repita isso em uma faculdade, lá é mais difícil e você terá de abrir mão da sua religião, se quiser passar.

Eu não respondi nada, mas na minha mente estava a certeza de que, não importa o lugar, enquanto eu estiver honrando ao Senhor, Ele sempre abrirá portas onde não existem. O livro de Gênesis fala, nos primeiros versículos, que a Terra era sem forma e vazia, mas nosso Deus pôde criar coisas que não existiam.  Tenho certeza que, "se diante de mim, não se abrir o mar, Deus vai me fazer andar por sobre as águas".

Um feliz Sábado! Deus te abençoe!

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Quem é você?

Gabriel Tardin





Era um dia de sol, todos os bichos estavam na mata e tudo corria normalmente. Até que se vê um pequeno ratinho correndo rapidamente de um canto para o outro e dando altos pulos. Fazia assim sem parar e rapidamente. Corria e pulava, corria para o outro lado e pulava... E não parava. A cena era tão intensa que chamou a atenção de um leão que por ali passava. O leão, então, se aproximou do ratinho e disse:

- Ora, por que corres assim, tão rapidamente e sem parar? 
- Estou tentando ser um pássaro - responde o pequeno roedor, sem parar de correr e pular. 
-  Ah, entendi... Queres voar? - diz o leão, maliciosamente.
- Quero sim. O senhor pode me ensinar? - Diz o inocente bichinho. 
- Claro! Não é fácil tornar-se um pássaro, mas eu posso te ensinar. Tu deves me ouvir e confiar no que te direi.
- Sim, senhor. Farei tudo que me disser. - Diz o humilde ratinho.
- Pois bem, suba no galho mais alto daquela árvore, coma um pedaço do fruto da árvore e quando sentir o vento batendo em teus ombros, abra os braços e pule.
- Mas, comer frutas e cantar é coisa de pássaro, senhor leão. - Diz o ratinho, encabulado.
- Ora, mas tu não queres ser um pássaro? - Diz o leão esbravejando.
- Sim, sim... Quero. Perdoe-me.
Então o ratinho sobe na árvore com toda dificuldade, lá em cima, come um pedaço do fruto, canta a melodia mais bonita que já ouviu e, ao sentir o vento forte, abre os braços e se joga. O ratinho tenta bater os braços, mas não consegue voar. Quando olha pra baixo, percebe que lá está o leão, com a boca aberta esperando para devorá-lo. O ratinho grita, mas é tarde demais. O leão o devora e parte dali satisfeito.

Quando tentei imaginar algo que me prefigurasse o título deste email, me veio à mente a história deste ratinho.
O que mais me incomoda nessa história é o fato do ratinho negar sua própria natureza em prol de ser o que não era. Quando inventei a historinha, não pensei o motivo pelo qual o ratinho queria tornar-se um pássaro, mas, independente do motivo, foi a pior das idéias. Ele era um rato e deveria se contentar com aquilo... Deus o criou assim. Não há maneira de fugir da sua natureza. Somos o que Deus fez e pronto.
Deus nos criou para Sua adoração. Fomos feitos à Sua imagem e semelhança para refletirmos Sua glória dentre toda criação. Fomos feitos para adorar. Mas, adorar a Deus não significa, necessariamente, ser um adorador.
Assim como o ratinho de nossa história, temos corrido de um lado para o outro tentando fugir da imagem e semelhança do Criador, que nos formou, para sermos aquilo que achamos melhor. O problema é que somos tão pequenos e insignificantes (no sentido bruto da palavra) quanto o pobre ratinho e temos um inimigo que "ruge como leão ao nosso derredor".
Quando buscamos fugir daquilo que Deus determinou para nós, somos presos no plano estratégico do leão que nos cerca. E ele é tão cruel a ponto de nos enganar e nos fazer acreditar que seremos superiores ou melhores do que Deus nos fez. 

- Certamente não morrereis. Sereis perfeitos e eternos, como o Senhor. - foi o apelo da serpente no Éden.

Ao preferirmos seguir nosso próprio caminho e querermos mudar algo com simples esforços humanos, automaticamente começamos a ser enganados como aquele ratinho. Nosso inimigo é um grande jogador e um experiente trapaceiro.
Ao final, nos encontramos como o pequeno roedor, em cima de uma árvore, comendo comidas impróprias, sem nos darmos conta de que estamos prestes à cair na boca do leão. Na verdade, apesar de estar "fazendo coisas de pássaro", o ratinho não era pássaro. Ele estava enganado.

Será que estamos nutrindo sentimentos fantasiosos dentro de nós?
Estamos prestes a tombar?

É bom refletir.

"Adorar não significa ser adorador" - não mesmo. O ratinho fez coisas de pássaro, mas não era pássaro, era rato. Lúcifer estava no Céu adorando ao Senhor, mas o espírito de adorador estava longe dele. Lúcifer nutria dentro de si o orgulho, o egocentrismo e uma série de sentimentos ruins, mas, ainda sim, fazia parte do ministério de adoração. Mas, uma farsa não pode ser sustentada por muito tempo, logo Lúcifer mostrou seu verdadeiro rosto.

Qual a máscara que cobre nosso rosto? O que realmente somos? Somos realmente adoradores ou somos como Lúcifer, mascarados espirituais?
Saibamos que nosso Deus é o único que transforma nosso ser, e o único que pode fechar a boca do leão. Não importa se você já estiver próximo da boca dele, Cristo pode tornar a minha e sua história diferente do ratinho.
Adorar é uma ação que pode ser praticada por qualquer um que quiser, entretanto, SER UM ADORADOR é privilégio dos poucos que exaltam a Deus em Espírito e em Verdade.

Quem é você?  

***

Este post é uma saudação de "bem-vindo" ao querido irmão Gabriel Tardin, que é o novo colunista do nosso blog Adoração Reverente!
A cada Sábado teremos um post dele aqui.

Deus abençoe a todos =)

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...