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sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Porque Deus amou…

Jair Barreto

Porque Deus amou, deu...
Deu a Si mesmo, deu Seu Filho...
Para que?
Para, desde o Seu nascimento, viver Se doando:
Pela família, pelos pais, pelos irmãos e pelo próximo.
Por aqueles com fome, com sede, discriminados, marginalizados.
Por quem ninguém daria nada ou sequer validaria como ser humano!!!
Deu, para ser coroado com espinhos, acariciado com bofetões, aclamado como bandido e subir na cruz em vez de no trono.
Como casa, Sua moradia era com os símplices.
Sua comida trivial?
O que tinha na mesa dos pobres.
Quando comia dos ricos, era para trazê-los à realidade de que eram sovinas e calculistas e incentivá-los a saciarem algumas bocas famintas.
Há quem pense que possa dizer: 'eu te amo', sem se doar e dar!!!
Volta pra realidade, se és um daqueles que falam muito 'eu te amo', mas, na hora H, pulas fora do barco da renúncia de ti mesmo, dos teus direitos, do teu conforto.

mão
"Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna."
(João 3:16)

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Até o diabo sabe que NÃO existe adoração extravagante!

Ciro Zibordi


Há “adoradores” que insistem em defender e propagar um jugo desigual, a “adoração extravagante”. À luz da Bíblia, adoração só pode ser casada com reverência, prostração, inclinação, humilhação, quebrantamento, etc. Jamais pode ser associada à extravagância, termo que designa excentricidade, estroinice, esquisitice, falta de bom senso, dissipação, malversação, etc. Etimologicamente, o termo vem do latim extravagari e significa “andar errante” (Houaiss).
Jesus afirmou que os verdadeiros adoradores adoram o Pai “em espírito e em verdade” (Jo 4.23,24). E é evidente que adorar em espírito e em verdade não denota adorar a Deus com uma “adoração extravagante”, irreverente, sem limites. Você sabia que até o Diabo sabe o que significa adoração? Ao tentar o Senhor, o Maligno lhe disse: “Tudo isto te darei se, prostrado, me adorares” (Mt 4.9).
Observe que o Inimigo associou a adoração à prostração. Nesse caso, ele se mostrou melhor conhecedor do sentido bíblico da adoração do que muitos “adoradores” da atualidade, os quais chamam de adoração as suas performances de street dance, funk, forró, balé, coreografia, etc. Ora, isso nada tem a ver com a verdadeira adoração!
Procure, no Antigo Testamento, pelo menos um versículo que associe a adoração a Deus à extravagância. Não há um sequer. Mas há inúmeras referências pelas quais se comprova que a adoração ao Senhor deve ser, sempre, reverente. Veja isso no Pentateuco (Gn 24.26; Êx 12.27; 34.8,9), nos Livros Históricos (2 Cr 20.18; 29.29; Ne 8.6) e nos Livros Poéticos (Jó 1.20; Sl 95.6).
Alguém poderá argumentar: “O Antigo Testamento não deve ser considerado. O que vale para a igreja de hoje é o Novo Testamento”. Veja que incongruência! Os propagadores da dança extravagante (funk, axé, samba, etc.), para defenderem as suas invencionices gospel, se apegam a quê? Ao Antigo Testamento! Isso porque citam, fora de contexto, as danças patrióticas de Miriã e Davi, além dos Salmos 149 e 150. Entretanto, ignoram o fato de Davi e Asafe jamais terem chamado dançarinos e coreógrafos para o louvor do Senhor, bem como fingem que não veem os vários textos veterotestamentários que associam a adoração à reverência.
Bem, se o Antigo Testamento não convence os “adoradores extravagantes” de que eles estão equivocados, então vejamos o que nos ensina o Novo Testamento. Em Mateus 2.11, não está escrito que os magos do Oriente entraram dançando na casa onde o menino Jesus estava. Mateus afirmou que eles, “entrando na casa, acharam o menino com Maria, sua mãe, e, prostrando-se, o adoraram”. Não houve nenhuma dança! Os magos não eram “adoradores extravagantes”. Eles eram adoradores reverentes!
Em 1 Coríntios 14.25, no capítulo do Novo Testamento em que é abordado o culto a Deus, o apóstolo Paulo — depois de transmitir importantes instruções visando a decência e ordem (v.40), e não a extravagância e desordem — afirma o seguinte: “Os segredos do seu coração ficarão manifestos, e assim, lançando-se sobre o seu rosto, adorará a Deus, publicando que Deus está verdadeiramente entre vós”. Paulo se referiu ao visitante descrente que entra na casa do Senhor para assistir a um culto. Mais uma vez a Palavra de Deus associa adoração a prostração, e não a danças e música frenética.
O que eu acho bastante curioso é que muitos “adoradores extravagantes” afirmam que estão ensaiando na terra para adorar no céu... Meu Deus, tem misericórdia dos que não sabem o que dizem!
Quer saber como será a adoração no céu? Leia com atenção o livro de Apocalipse. Veja, especialmente, os capítulos 4, 5, 7 e 19. Em todos eles vemos que não haverá espaço para a famigerada “adoração extravagante” na presença do Senhor!
A “adoração extravagante” pode satisfazer a carne, alegrar a geração gospel, encher igrejas lideradas por propagadores do evangelho-show, etc. Mas no céu ela não terá lugar! Deus revelou ao apóstolo João que, ali, todos se prostrarão diante do que estiver “assentado sobre o trono”, a fim de adorar “o que vive para todo sempre” (Ap 4.10; 5.14).
João viu que “todos os anjos estavam ao redor do trono, e dos anciãos, e dos quatro animais; e prostraram-se diante do trono sobre seu rosto e adoraram a Deus” (7.11). Sabemos que as palavras de louvor e adoração que os verdadeiros adoradores pronunciam, hoje, continuarão a ser ditas diante do trono de Deus e do Cordeiro.
Ali, não haverá — repito — lugar para extravagâncias e irreverências: “E os vinte e quatro anciãos e os quatro animais prostraram-se e adoraram a Deus, assentado no trono, dizendo: Amém! Aleluia! E saiu uma voz do trono, que dizia: Louvai o nosso Deus, vós, todos os seus servos, e vós que o temeis, tanto pequenos como grandes” (Ap 19.4,5).
Quantos podem dizer “Amém! Aleluia!”?

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Música e bom senso

Alceu Figueiredo

O mandarim e o híndi são as duas línguas mais faladas; depois delas é o espanhol a língua mais falada; cerca de 400 milhões de pessoas em todo o mundo falam espanhol.

Talvez seja em razão disso que a música latino-americana seja tão conhecida e apreciada em todo o mundo, seja para ouvir ou para dançar; o mambo, o chá-chá, a merengue e a salsa.

São melodias alegres e animadas, de ritmos rápidos bem ao gosto latino-americano; mas na verdade foram introduzidas na América latina há centenas de anos por escravos da África Ocidental. Mas os latinos apreciam também as músicas românticas e até a melancólica, como o bolero.

Os mariachis do México, com seus ternos alinhados, grandes sombreiros e música típica, também são mundialmente conhecidos. A merengue é originária da República Dominicana e do Haiti; musica acelerada e contagiante; seu nome em português está associado a um doce feito de claras batidas em neve e açúcar; bem parecido ao movimento dos dançarinos da merengue.

Mas devemos ter o cuidado em não fazer outros tropeçar; não podemos exaltar o soberano Deus e ao mesmo tempo o príncipe deste mundo; pois o tema de muitas canções que ouvimos é irreverente, imorais, e algumas, sem exagero, satânicas.

Tem músicas latinas, incluindo a nossa tipicamente brasileira, com letras obscenas, algumas têm duplo sentido, outras eróticas ou sexualmente explícitas; músicas que incentivam a violência, a desforra e a rebeldia; promovem temas ofensivos, glorificando a embriaguez, o chauvinismo masculino, defendendo o aborto ou questões políticas nacionalistas.

A música nacional ou regional é parte da cultura de um povo; assim, como muitas outras coisas agradáveis que podem ser usufruídas, desde que sejamos seletivos, tendo moderação e juízo; evitando as danças sensuais, ou mundanas, como apropriadamente as chamamos; ter cuidado com o volume da música e na duração das reuniões; nada que pareça festança que varem a madrugada (Provérbios 25: 16).

Os que querem servir a Deus devem manter-se vigilantes, como pessoas sábias, e não como néscios (Efésios 5: 15-16); ninguém pode servir a dois senhores.

Mas apesar de prevalecer os elementos imorais no entretenimento de hoje, existem músicas que são saudáveis e o crente pode ouvi-las em algumas reuniões sociais até como dádiva de Deus; mas “tudo neste mundo tem o seu tempo, cada coisa tem sua ocasião” (Eclesiastes 3: 1-4).

Bom mesmo é quando o nosso coração deseja entoar canções que exaltam o amoroso Deus e Seu Filho Jesus, então, diremos com o salmista: “Vinde, cantemos com júbilo a rocha da nossa salvação” (Salmo 95).

quinta-feira, 3 de maio de 2012

'Artistas estão mais preocupados com glória pessoal que com a glória de Deus', afirma Jaime Kemp

O pastor Jaime Kemp, fundador do ministério Vencedores por Cristo e do ministério Lar Cristão afirmou no Salão Internacional Gospel, que artistas cristãos estão mais preocupados com a glória pessoal que com a glória de Deus.

No evento que expõe artistas e produtos da música gospel, Kemp disse ao The Christian Post, que no panorama atual da música gospel, muitos dos artistas do segmento, os “artistas” querem viajar em aviões e ficar em hotéis de luxo.

“Não há sacrifício. Minha preocupação é na questão de sermos servos”, diz, e conclui: “acho que hoje muitos desses artistas pensam que a igreja que os chama são seus servos e não se colocam na posição de servir”.

Outro problema que o preocupa é a chamada comercialização do evangelho, comentando sobre os artistas evangélicos que cobram cachês para tocar e priorizam os ganhos financeiros.

Falando especificamente das composições atuais, ele comenta que as letras são muito pobres, não há mensagens sobre itens fundamentais como fidelidade à palavra, arrependimento, entrega total ao senhorio do Cristo.

“Não há esses elementos presentes na moderna música evangélica brasileira”. E se defende, “não faço parte deste movimento pop, cuja tônica é a desorganização e ausência de vida e testemunho cristãos”.

“Realmente não sei se esses jovens que estão hoje nos palcos tem Jesus Cristo como Senhor e Salvador ou se sabem comunicar o evangelho”, enfatiza Kemp.

Vencedores por Cristo

O famoso e ainda hoje muito lembrado conjunto de música evangélica Vencedores por Cristo é considerado um dos precursores da música cristã brasileira.

Segundo o líder cristão, na época da criação do grupo Vencedores por Cristo a música não era o ponto central.

“O ponto central era o discipulado, treinamento e ensino dos jovens. Eles eram ensinados como viver juntos, como dar testemunho, porque parte do ministério era o evangelismo.”

Os critérios para estar no grupo eram, segundo o líder, ser convertido a Cristo, ter um coração de servo e ter o desejo de trabalhar debaixo da estrutura e organização do grupo, além de ser recomendado pelo pastor de sua igreja.

“A idéia era a preparação da juventude para trabalhar na igreja (...) as músicas eram usadas como meio de comunicar e também dar testemunho levando a Palavra de Deus a lugares, os mais diferentes, como igrejas, praças, prisões”.

Por meio do ministério Vencedores por Cristo foi possibilitada a formação de mais de 200 líderes, missionários, pastores e músicos.

Kemp explica que o grupo criado na década de 1970 nunca teve o desejo ou intenção de influenciar a música brasileira.

“Deus direcionou, pois tivemos muitos compositores que foram treinados conosco. A música desenvolvida por eles acabou por transformar a música e o louvor brasileiros”.

Do ministério surgiram proeminentes músicos, hoje muito conhecidos no meio evangélico, como Guilheme Kerr, Nelson Bomilcar, João Alexandre e outros que foram formados nessa época.

O líder disse ainda que teme que os hinos tradicionais da fé cristã se percam, já que eles não são tão populares entre os jovens e nas igrejas atualmente. Segundo ele, isso é preocupante pois há muita teologia e ensinamentos nos hinos tradicionais.

Jaime Kemp e a esposa Judith Kemp, são casados há 47 anos e lideram o ministério voltado à area familiar e são autores de pelos menos 60 títulos literários. O Vencedores por Cristo ainda existe atualmente e seu foco principal é o evangelismo.

* Como visto no The Christian Post.

segunda-feira, 2 de abril de 2012

A canção de Karen

Mas eu sou verme, e não homem, motivo de zombaria e objeto de desprezo do povo. Salmo 22:6

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“Sangrou meu Salvador? Morreu meu Soberano? Daria Ele a santa fronte por um verme como eu?”, escreveu Isaac Watts em um de seus famosos hinos. Desde então, algumas pessoas têm ignorado a última frase.

Em nossa era em que reina a psicologia do “sentir-se bem” e da “autorrealização”, foi colocada de lado a antiga teologia que afirma que somos vermes diante da glória de Deus. Uma geração que nega a existência do pecado certamente não quer ser humilhada por expressões como essa.

Do ponto de vista bíblico, no entanto, Isaac Watts estava correto. A boa-nova sobre Deus começa com a má notícia a nosso respeito. Perante Ele, nossa justiça é como trapos de imundícia. Não há nada em nós mesmos que nos torne dignos de sermos aceitos pelo Pai. Nada. Realmente somos vermes. Enquanto não admitirmos nossa grande necessidade, a Palavra não poderá prover Sua graça.

A teologia do “verme” tem dois lados. Um deles possui um aspecto aterrorizante e até mesmo fatal.

Durante uma longa viagem de avião rumo a outro país, me cansei de ler e decidi colocar o fone de ouvido para avaliar a seleção de música disponível. Uma voz da geração passada – agradável, nostálgica, com um toque de tristeza – soou pelo sistema de som. Abri o guia de entretenimento e li que o programa oferecia canções selecionadas de Karen e Richard Carpenter.

Karen Carpenter! Sua história veio à minha memória ao ouvir novamente a voz melancólica. Karen, acompanhada pelo irmão, Richard, conquistou grande sucesso como cantora na década de 1970, chegando a somar mais de cem milhões de cópias vendidas até a década de 1990. Encantadora e amada, Karen se tornou ídolo de muitas jovens. Porém, apesar da fama conquistada, Karen sofria de baixa autoestima. Ao observar-se no espelho, essa mulher atraente não conseguia parar de pensar em quanto era feia. Em 1983, Karen, aos 32 anos de idade, faleceu de parada cardíaca provocada pela anorexia nervosa. Por vários anos ela se obrigou a passar fome. Na época, parecia quase impossível aceitar a explicação de seu falecimento, mas desde sua morte trágica essa condição tem se tornado bem conhecida na vida de outras jovens.

O outro lado da teologia do “verme” é aquele que eu gostaria que Karen Carpenter tivesse conhecido. Aos olhos de Deus não somos vermes. Somos amados, preciosos, especiais, lindos. Somos príncipes e princesas do Rei do Céu.

 

*Extraído do site da Casa Publicadora Brasileira – Meditações Diárias

quarta-feira, 7 de março de 2012

Deus “operou”?

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Rubinho Pirola

“…e não guardaram os seus estatutos, antes se deixaram enganar por suas próprias mentiras” (Amós 2:4).

 

- Houve arrepios?

- Tremeu o chão?

- Houve choro?

- Não?

- Então Deus não “operou”.

O louvor é fraco, o pregador, sem unção, a igreja, fria… o culto não foi bom.

Será? Quais os “sinais” pelos quais a igreja espera dos céus para crer?

Já não basta a fé, crermos mesmo no que Deus fala e falou, no que nos trouxe pela Palavra. Temos de ter “testificação”, documentada em três vias assinadas e com selo governamental das nossas emoções (e o da congregação) para crermos.

Ando meditando sobre a alma, sobre o poder dessa carne, de querer reger não só a minha própria vida, como a vida dos crentes e dos serviços religiosos em toda a parte.

E a coisa não é simples de ser vista e, nisso, todos estão incluídos: pentecostais, carismáticos ou "históricos".

Pois há a tendência dos crentes - muitos até “tradicionais”, reformados e outros de herança mais, digamos, “comportada e comedida” nos atos litúrgicos e religiosos. Ninguém, a rigor está a salvo. Pois imagina-se que, no silêncio de algumas salas de cultos – é mais fácil escondermo-nos e os nossos pensamentos e corações distantes de Deus e frios da sua presença, na quietude e reverência desses cultos.

A linha que separa alma, emoções, pensamentos e a nossa cultura arraigada tecida longe de Deus, do espírito, do nosso homem novo criado em Deus é muito tênue e só pode ser divisada pela Palavra e ação do Espírito Santo.

Tem horas que penso que o extraordinário (e não o sobrenatural!) pelo qual a igreja procura tem mais a ver com a nossa falta de fé e desejo de convertemo-nos a nós mesmos pelo que se vê, toca e sente, do que propriamente para revelar ao mundo a presença de Deus. Pede-se por curas, milagres e, desconfio que já nem é tanto por amor e misericórdia pelo enfermo, como para provar para si mesmo – o crente – que Deus existe, age e, o que é pior, pode ser comandado por nós, a criatura. Afinal, não é para isso que servem a maioria dos cultos televisivos e da mídia em geral?

São mezinhas, técnicas, truques e “simpatias teológicas” para fazer Deus fazer o que e na hora, o que desejamos?...

A alma quer ditar e até dominar a nossa vida de comunhão com Deus, os nossos devocionais, desde sempre. E tomar a primazia de Deus em nós mesmos. Lá no profundo.

Se não há “tema musical”, uma música de fundo… então não há “presença de Deus”, ou o “sentirmos Deus”. Não há a presença de Deus porque… não “pintou o clima”.

Queremos viver a vida cristã com a alma no comando, não fazendo com que ela acompanhe ou reverbere o “mover” de Deus, mas indo à frente, achando que ela pode fazer mover Deus. Se sinto, se tremo, se arrepio, então Deus está presente.

E por ai, julgamos os cultos, as pregações, os “louvores” - pela quantidade de gente que chorou, pelo número dos que “caíram”… pelas emoções que provocou.

Culto bom, já não são os emocionantes, com louvor a usar letras inspiradas e bíblicas, pregações com exegese rigorosa e bíblica; mas os emocionais, os que são acompanhados pelos “choros de berçário”, onde todos choram porque um chorou antes. Onde fala-se mais do homem, do que é terreno, do que aquilo que é divino.

Deus tocou-me, não porque sinto, mas porque creio pela Palavra, que diz que Ele fê-lo. Porque afinal, vou até Deus com inteira certeza de fé, e não pela instabilidade das minhas emoções. Vou até Ele pelo vivo e novo caminho, isto é, pelo sangue de Jesus, que não vejo, não toco, mas creio que foi derramado por mim. Vou até Ele por fé, pelo firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que se não vêem e não pelo que sinto, vejo, toco ou experimento na carne.

Estando a pensar nisso tudo, lembrei-me do sábio conselho de Gamaliel, em Atos 5:38, que sugeriu certa vez: “… deixai-os, porque, se este conselho ou esta obra é de homens, ela, por si só se desfará”. Assim, se houve algo no meio de nós, na minha vida, seja qual foi a experiência, no nosso culto, ou nos nossos atos solenes ou mais intimistas… esperemos pela Segunda feira.

Se foi de Deus, vai provocar mudanças, vai trazer frutos.

Se foi de Deus, foi sobrenatural – como o é, algum “vida torta” como eu, manifestar (contrariamente o que seria natural supor, ou naturalmente capaz de acontecer), o carácter de Cristo visto em mim, se não foi, terá sido apenas algo estraordinário, “show evangélico” ou apenas, “coreografia religiosa", dessas para fariseu ver. E "crer".

***

Leia Mais em:

http://www.genizahvirtual.com/2009/09/deus-operou.html#ixzz1oQnuz1ZH

terça-feira, 6 de março de 2012

Ressuscita os sonhos… de quem?!

 

Zilton Alencar

A música “RESSUSCITA-ME”, gravada por Aline Barros, tem gerado muita polêmica no meio evangélico por causa de sua mensagem. Muitas pessoas afirmam que, do início ao fim, é uma letra com conteúdo extra-bíblico (embora trate do episódio da ressurreição de Lázaro, narrado no Evangelho de João). No fundo, acho um pouco de exagero nas críticas, pois a maioria dos "erros" se dá por causa de uma liberdade poética mal compreendida. Mas não restam dúvidas que a letra apresenta equívocos que, à luz da Bíblia, se mostram nocivos à Igreja e à sã doutrina. Não critico quem a canta, mas a letra da canção, admoestando os compositores a tomarem mais cuidado.

Embora tenha uma melodia agradável, associada à bela voz de Aline e a um bom arranjo musical, a música a meu ver se utiliza exageradamente de liberdade poética (que deveria ser evitada ou reduzida ao máximo, dada a necessidade de as composições evangélicas serem submissas à verdade teológica). A letra peca, sobretudo, em um aspecto: o antopocentrismo, a valorização do sonho humano, principalmente quando fala nas entrelinhas que “inimigos” (a eterna síndrome de perseguição dos crentes neopentecostais brasileiros, que beira à esquizofrenia!) estão tentando sepultar a alegria do crente, querendo ver os seus sonhos cancelados. Finalmente, o protagonista pede a Deus em súplica “ressuscita os meus sonhos”.

Sonhar não custa nada ― já diz o velho ditado, já dizia o samba-enredo de uma grande escola de samba do Rio de Janeiro que sonhava com o tricampeonato na Sapucaí... e não conseguiu! Os sonhos, os projetos, os planejamentos fazem parte da natureza do homem. Há quem diga que um homem sem sonhos é menos que um homem. Não há nenhum pecado em sonhar, em planejar, em executar tais planejamentos no objetivo de se alcançar algo lícito. Entretanto, desde o Antigo Testamento o Senhor já deixa claro que “o coração do homem pode fazer planos, mas a resposta certa vem da boca do Senhor” (Pv 16:1). No Novo Testamento, Jesus já deixa claro na oração do Pai-Nosso que os nossos planos devem estar sempre submissos à vontade de Deus e o Reino tem prioridade sobre o indivíduo: “Venha o teu reino, seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu” (Mt 6:10). Ele próprio submeteu-se a esta vontade (Mt 23:36-46), abrindo mão da sua própria.

O fato pode não ser muito agradável, mas tem que ser dito: Deus não tem qualquer compromisso em realizar ou satisfazer os sonhos do homem, de forma individual! Seu compromisso é com a implantação de Seu Reino, e se preciso for, que o homem se submeta aos sonhos do Senhor, e jamais Ele, o Senhor, se submeta aos sonhos humanos. Na verdade, vemos nas Escrituras um Deus Todo-Poderoso especialista em destruir sonhos pessoais, em prol de um plano muito maior que os sonhos mesquinhos dos homens. Basta olhar o texto sagrado, para que esta verdade salte aos olhos.

Vejamos a vida de Abrão, ainda em Ur dos Caldeus, rico, bem estabelecido em sua terra e ao lado de seus parentes e amigos. De repente, o Deus Eterno o chama para deixar família, terra, comodidade, em suma, abandonar todos os seus sonhos para satisfazer o sonho divino de criar para Si uma nação escolhida... Saiu às cegas, sem nem mesmo saber para onde ia, em obediência ao Deus destruidor de sonhos...

José, o sonhador-mor, teve todos os seus sonhos de adolescente destruídos por seus irmãos quando estes o venderam como escravo aos ismaelitas ― mais tarde, o próprio José deixa claro que quem o enviou ao Egito foi Deus, e não a traição de seus irmãos de sangue (Gn 45:5)... Foi necessário José passar pela dura escravidão e pelo humilhante cárcere reservado aos estupradores, acusado de um crime que não cometeu, para que Deus o estabelecesse como governador do Egito. E esta elevação não se deu para satisfazer o sonho do coração de José, e sim para conservar em vida a nação hebreia no período da fome, assim como todas as demais nações que compraram o trigo egípcio. Mais uma vez, os sonhos de deus suplantam os do homem .

Se dermos uma olhada no Novo Testamento, vemos um homem cego na estrada de Damasco. Este homem, educado nas letras da Torah aos pés de Gamaliel, membro do Sinédrio judeu, era talvez um forte candidato futuro a uma vaga neste importante grupo de anciãos. Jesus Cristo não somente destruiu estes sonhos de Paulo, como também reservou-lhe uma vida de privações, perseguições, espinhos e sofrimentos, que culminou em decapitação por ordem do imperador romano.

Poderíamos citar uma penca de homens citados na Bíblia cujos sonhos foram cancelados pelo próprio Deus: Jonas foi obrigado a fazer o que não queria e sofreu as consequências da obrigação imposta por Deus pelo resto da sua vida (ou o que você acha que aconteceu com a pele do profeta, após três dias em contato com os sucos gástricos do grande peixe?); Jeremias foi proibido de casar, e provavelmente viveu em celibato por toda a sua vida, sem constituir família, sem deixar prole após si (algo humilhante para um judeu); Oséias foi obrigado a se casar com uma prostituta para demonstrar o sentimento divino pelo povo de Israel (você se submeteria a este capricho divino??).

Todos os sonhos destes homens ― e olha que só citei alguns! ― foram cancelados e anulados, em prol de um sonho muito maior; o sonho de Deus. Não foram inimigos quem cancelaram tais sonhos; foi o Deus destruidor de sonhos!

Por isso, quando eu canto este hino, jamais uso a expressão MEUS SONHOS. Sempre a substituo por TEUS SONHOS, pois compreendo que os sonhos de Deus é que devem se cumprir em mim, e jamais os meus sonhos pessoais e mesquinhos devem ser respeitados por Deus, que se obriga a satisfazê-los no tempo e na intensidade que EU QUERO.

Eu tenho muitos sonhos... Gostaria de ser rico, ter bom carro, boa casa, quem sabe uma casa de praia e uma chácara no campo, dinheiro no bolso e tempo para gastar este dinheiro, viajar, fazer compras no shopping, almoçar e jantar em bons restaurantes... Quem sabe nem precisar trabalhar... Sonhar não custa nada!

Não peco por ter tais sonhos, desejar tais benesses para minha vida pessoal. Mas será que alcançarei todos, quem sabe alguns, ou eles serão anulados por Deus em prol de Seu Reino? Será que tais sonhos, uma vez satisfeitos, não me afastariam de Deus e de Seu Reino? Não sei... Só sei que estes sonhos, cada um deles, todos eles, estão submissos aos sonhos de Deus. Os sonhos dEle, certa e indubitavelmente, são mais altos e mais nobres que os meu. Por isso canto a plenos pulmões: “Remove a minha pedra, me chama pelo nome, muda a minha história, ressuscita os TEUS sonhos...”.

***

Como visto no Blog do EsquiZilton

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Quem é você?

Gabriel Tardin





Era um dia de sol, todos os bichos estavam na mata e tudo corria normalmente. Até que se vê um pequeno ratinho correndo rapidamente de um canto para o outro e dando altos pulos. Fazia assim sem parar e rapidamente. Corria e pulava, corria para o outro lado e pulava... E não parava. A cena era tão intensa que chamou a atenção de um leão que por ali passava. O leão, então, se aproximou do ratinho e disse:

- Ora, por que corres assim, tão rapidamente e sem parar? 
- Estou tentando ser um pássaro - responde o pequeno roedor, sem parar de correr e pular. 
-  Ah, entendi... Queres voar? - diz o leão, maliciosamente.
- Quero sim. O senhor pode me ensinar? - Diz o inocente bichinho. 
- Claro! Não é fácil tornar-se um pássaro, mas eu posso te ensinar. Tu deves me ouvir e confiar no que te direi.
- Sim, senhor. Farei tudo que me disser. - Diz o humilde ratinho.
- Pois bem, suba no galho mais alto daquela árvore, coma um pedaço do fruto da árvore e quando sentir o vento batendo em teus ombros, abra os braços e pule.
- Mas, comer frutas e cantar é coisa de pássaro, senhor leão. - Diz o ratinho, encabulado.
- Ora, mas tu não queres ser um pássaro? - Diz o leão esbravejando.
- Sim, sim... Quero. Perdoe-me.
Então o ratinho sobe na árvore com toda dificuldade, lá em cima, come um pedaço do fruto, canta a melodia mais bonita que já ouviu e, ao sentir o vento forte, abre os braços e se joga. O ratinho tenta bater os braços, mas não consegue voar. Quando olha pra baixo, percebe que lá está o leão, com a boca aberta esperando para devorá-lo. O ratinho grita, mas é tarde demais. O leão o devora e parte dali satisfeito.

Quando tentei imaginar algo que me prefigurasse o título deste email, me veio à mente a história deste ratinho.
O que mais me incomoda nessa história é o fato do ratinho negar sua própria natureza em prol de ser o que não era. Quando inventei a historinha, não pensei o motivo pelo qual o ratinho queria tornar-se um pássaro, mas, independente do motivo, foi a pior das idéias. Ele era um rato e deveria se contentar com aquilo... Deus o criou assim. Não há maneira de fugir da sua natureza. Somos o que Deus fez e pronto.
Deus nos criou para Sua adoração. Fomos feitos à Sua imagem e semelhança para refletirmos Sua glória dentre toda criação. Fomos feitos para adorar. Mas, adorar a Deus não significa, necessariamente, ser um adorador.
Assim como o ratinho de nossa história, temos corrido de um lado para o outro tentando fugir da imagem e semelhança do Criador, que nos formou, para sermos aquilo que achamos melhor. O problema é que somos tão pequenos e insignificantes (no sentido bruto da palavra) quanto o pobre ratinho e temos um inimigo que "ruge como leão ao nosso derredor".
Quando buscamos fugir daquilo que Deus determinou para nós, somos presos no plano estratégico do leão que nos cerca. E ele é tão cruel a ponto de nos enganar e nos fazer acreditar que seremos superiores ou melhores do que Deus nos fez. 

- Certamente não morrereis. Sereis perfeitos e eternos, como o Senhor. - foi o apelo da serpente no Éden.

Ao preferirmos seguir nosso próprio caminho e querermos mudar algo com simples esforços humanos, automaticamente começamos a ser enganados como aquele ratinho. Nosso inimigo é um grande jogador e um experiente trapaceiro.
Ao final, nos encontramos como o pequeno roedor, em cima de uma árvore, comendo comidas impróprias, sem nos darmos conta de que estamos prestes à cair na boca do leão. Na verdade, apesar de estar "fazendo coisas de pássaro", o ratinho não era pássaro. Ele estava enganado.

Será que estamos nutrindo sentimentos fantasiosos dentro de nós?
Estamos prestes a tombar?

É bom refletir.

"Adorar não significa ser adorador" - não mesmo. O ratinho fez coisas de pássaro, mas não era pássaro, era rato. Lúcifer estava no Céu adorando ao Senhor, mas o espírito de adorador estava longe dele. Lúcifer nutria dentro de si o orgulho, o egocentrismo e uma série de sentimentos ruins, mas, ainda sim, fazia parte do ministério de adoração. Mas, uma farsa não pode ser sustentada por muito tempo, logo Lúcifer mostrou seu verdadeiro rosto.

Qual a máscara que cobre nosso rosto? O que realmente somos? Somos realmente adoradores ou somos como Lúcifer, mascarados espirituais?
Saibamos que nosso Deus é o único que transforma nosso ser, e o único que pode fechar a boca do leão. Não importa se você já estiver próximo da boca dele, Cristo pode tornar a minha e sua história diferente do ratinho.
Adorar é uma ação que pode ser praticada por qualquer um que quiser, entretanto, SER UM ADORADOR é privilégio dos poucos que exaltam a Deus em Espírito e em Verdade.

Quem é você?  

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Este post é uma saudação de "bem-vindo" ao querido irmão Gabriel Tardin, que é o novo colunista do nosso blog Adoração Reverente!
A cada Sábado teremos um post dele aqui.

Deus abençoe a todos =)

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