segunda-feira, 4 de abril de 2011

Entrevista com o Pr. Juanribe Pagliarin

A Paz do Senhor Jesus seja contigo, leitor(a)!
Resolvi postar esta entrevista aqui, visto que o Pastor Juanribe Pagliarin é considerado um dos maiores pregadores do Evangelho Genuíno (coisa difícil...), em nossa terra tupiniquim!
Sou grata a Deus pelo ministério dele (Mensagens de Paz & Vida e Ilustrações do Reino de Deus), pois sou fruto do mesmo.

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Em sua mais recente visita à Paraíba, o Presidente da Comunidade Cristã Paz e Vida, Pr. Juanribe Pagliarin, concedeu entrevista à TV Arapuã, no Programa Rede Verdade, líder de audiência local. Os apresentadores Anderson e Marconi se declararam ouvintes assíduos das Mensagens e Ilustrações do Pr. Juanribe.

Marcia Pinheiro


Rede Verdade: O senhor era um publicitário bem sucedido e largou esta carreira para se dedicar ao ministério como Pastor. O senhor se arrepende desta decisão?
Pr. Juanribe: Eu nasci sabendo desenhar. E o meu sonho era ser publicitário, trabalhar em área de criação. Então, eu fiz cursos, me preparei para ser publicitário. Comecei a trabalhar aos 14 anos na General Motors, em São Caetano do Sul, e ali eu fiz carreira. Mas meu sonho era trabalhar em propaganda. Então, aos 20 anos eu larguei um super emprego na GM, um futuro promissor, pois certamente eu chegaria à vice-presidência da GM no Brasil. Eu cresci muito lá, era o “queridinho” dos americanos. Mesmo assim, larguei o emprego na GM e fui trabalhar de graça numa empresa de propaganda, só para saber como era um estúdio. Eu fazia trabalhos pequenos. Meu pai pensou que eu havia enlouquecido. Mas eu sou assim, quando eu tenho uma meta, eu vou atrás dela. Foi duro, mas Deus me abençoou. Eu sou neto de Pastor, meu pai era Pastor. Eu me preparei para tudo na vida, menos para ser Pastor. Aliás, eu não queria sequer frequentar igreja, porque minha proposta de vida era outra.

Eu me converti aos 21 anos. Deus tinha um plano na minha vida. De fato, fui bem sucedido como publicitário; cheguei a diretor de arte, depois me tornei dono de um estúdio de propaganda e dono de agência de propaganda. No ano de 1982, eu morava em Manaus, Deus me deu a Comunidade Cristã Paz e Vida. Eu tinha um cliente na Zona Franca de Manaus e pensava sobre o que iria fazer da minha vida. Aí veio o nome Paz e Vida. Eu escrevi isso na prancheta e comecei a me perguntar: O que é isso? Acho que vou sair pregando por aí, o ministério Paz e Vida, ser um pregador itinerante. Aí veio na minha mente: Comunidade Cristã. Então, eu juntei os dois: Comunidade Cristã Paz e Vida e me toquei: isso é uma igreja. Deus está me dando uma igreja!

Eu cheguei para o meu cliente em Manaus, que era um judeu milionário, e falei: estou indo pra São Paulo e não volto mais, porque vou abrir uma igreja. Ele ficou espantado. E eu disse que queria expandir o Evangelho. Como judeu, ele disse: ‘Falar de Jesus, aquele enganador?’. Eu o repreendi. Comecei a dizer-lhe que Jesus é o Filho de Deus, sendo o próprio Deus. E fui embora pra São Paulo. Foi assim que nasceu a Paz e Vida, no ano de 1982. Hoje ela existe em todo o país; onde não há igreja tem a presença dos nossos programas de rádio. Só na Paraíba nós estamos há 7 anos.

Rede Verdade: O que o seu livro Jesus se diferencia dos demais?
Pr. Juanribe: Jesus foi a pessoa que mais foi tema de livros, filmes, peças de teatro, enfim, mesmo se Jesus não tivesse feito milagres, ainda assim ele teria sido a pessoa mais influente e intrigante que já viveu neste planeta. Muito se fala a respeito de Jesus, algumas coisas são verdadeiras, outras são fantasiosas e algumas até caluniosas. Jesus é assunto no mundo inteiro e a vida dele é extraordinária.

Teve um intelectual chamado H. G. Wells que não acreditava em Jesus Cristo. Então, ele resolveu que provaria que Jesus nunca existiu, que era tudo mentira, lenda, invenção dos apóstolos. Ele começou a pesquisar as únicas fontes confiáveis: os livros de Mateus, Marcos, Lucas e João. Mas ele fez esse estudo com um olhar crítico, na tentativa de encontrar falhas. Porém, quando ele se aprofundou nesse estudo, lendo somente os textos das testemunhas da época, ao terminar o trabalho, ele estava de joelhos, com os cotovelos apoiados sobre a escrivaninha e as mãos unidas, chorando, pedindo perdão e entregando a vida para Jesus.

O H. G. Wells escreveu uma frase que, inclusive, está no livro Jesus, que diz: “Os quatro evangelistas, todos eles, dão-nos um retrato de uma personalidade muito bem definida, obrigando-nos a dizer: este homem existiu.”. Quem lê o Evangelho sente a presença de Jesus.

A primeira vez que eu li a Bíblia eu era criança, porque eu nasci num lar que incentivava a leitura da Palavra. Eu não entendia por que Mateus contava uma coisa, por que Marcos contava outra, por que Lucas contava outra, por que João contava outra? E quando eles contavam a mesma coisa, não era igual. Um dava mais detalhes, que faltavam para o outro. Na minha mente infantil, não entendia porquê eles não escreveram juntos sobre a vida de Jesus. Então, Deus colocou no meu coração o projeto de reunir os quatro relatos num só. Eu fiquei mais de 5 anos trabalhando nesse projeto. Tinha ocasiões em que eu dizia: isso e irreconciliável, deixa pra lá. Jesus curou um cego em Jericó, ou foram dois? Um fala que foi um, outro diz que foram dois. Eu chegava a ficar até cinco dias com o projeto parado, refletindo sobre coisas assim. Então, vinha a luz do Espírito Santo que dizia: “Juanribe, presta atenção, quando Jesus entrou em Jericó, Ele curou o cego Bartimeu. Os outros dois cegos Ele curou quando saiu de Jericó.”. Assim eu conseguia resolver estas pendências que pareciam insolúveis e fui colocando todos os textos entrelaçados, sem acrescentar nada à Palavra original, pois eu tenho muito temor a Deus. E cheguei a esta obra: A vida de Jesus, um relato completo. E coloquei tudo na provável ordem cronológica em que os fatos ocorreram.

O resultado é que você tem uma visão completa de cada momento da vida de Jesus, segundo os detalhes das testemunhas da época. Esse não é um livro de religião. Esse é um livro histórico. Este livro esteve entre os 10 mais vendidos do Brasil, segundo a World Best Sellers Books, que é uma entidade internacional que faz esta contagem de livros mais vendidos. Eu estou nessa pesquisa. Mas eu não quero ganhar dinheiro vendendo livro, mas sim almas. Então, decidi lançar um projeto em todo o país: Semana da cidade com Jesus. Todos os que comparecem ao evento numa das Sedes da Paz e Vida ganham o livro.

Rede Verdade: As Ilustrações do Pr. Pagliarin são interessantes pelo ponto de vista espiritual e da comunicação também. Como surgiu a ideia e como surgem as inspirações para renová-las?
Pr. Juanribe: Ela surgiu de maneira bem acidental. Um dia eu estava fazendo um programa de rádio ao vivo e veio uma história que eu lembrei e contei. Naquele dia havia na rádio um sonoplasta muito bom que deu “cor” à história. Então, combinei com ele de fazermos o mesmo no dia seguinte. Muitas histórias surgiram de conhecimento, porque leio muito.



Continue lendo **aqui**.

Pastores Analgésicos


(Estou tentando descobrir quem é o autor deste texto. Se você souber, por favor, me informe!)

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Imaginemos uma pessoa de 20 a 30 anos que, durante algum tempo, tem se alimentado sem muitos cuidados, comendo o que sente vontade, sem avaliar as conseqüências. Após certo tempo de alimentação inadequada, seu estômago começará a reclamar.

A maioria das pessoas, buscando solução rápida e negando uma atitude mais enérgica, busca pelos sais (Andrews, Eno, etc), que darão alívio à dor até a próxima refeição inadequada. Tais pessoas se esquecem que, com o tempo, os sais não terão mais o mesmo efeito, sendo necessária a utilização de analgésicos mais fortes.

O comportamento correto seria procurar um médico para que se encontre o problema e este seja tratado, contudo, as pessoas preferem amenizar a dor, pois é mais rápido e menos comprometedor.

Chega o dia em que os analgésicos não terão mais efeitos, aí, a única saída será uma endoscopia (um exame doloroso, desconfortante e caro), para identificar o problema e corrigí-lo com a medicação necessária. O sucesso do tratamento dependerá do estágio da doença e do empenho do paciente.

É claro que este comportamento está errado, mas é até aceitável se procede do paciente, afinal, as conseqüências de tal negligência serão vividas pelo próprio paciente, mas e quando a negligência parte do médico? E se o médico em vez de tratar o problema, apenas receitar analgésicos a fim de amenizar as dores?
Que grande culpa levará este médico, pois sabia o que fazer e não o fez.

Assim, comparativamente, podemos olhar para os pastores e ver que está sobre eles a responsabilidade do conhecimento da cura. É fácil declarar: Deus te dará vitória! Deus vai prosperar a sua vida! Sua família será salva! Seus filhos andarão no caminho do Senhor! Estas palavras são de Deus e bem-vindas, mas por si só não trazem a vitória.

Muitos cristãos saem de cultos verdadeiramente saltitantes e confiantes na vitória, mas muitos têm a ilusória sensação de conquista da vitória através da mágica: Deus está comigo! O Evangelho não está baseado nas emoções despertadas de um culto abençoado, mas na prática da Palavra, pois as emoções vão e vem como o nosso humor, mas a Palavra não muda e permanece sempre Fiel.

Muitos pastores preferem as pregações analgésicas, de efeito rápido e empolgante, mas duram até a pessoa chegar em casa ou até a próxima dificuldade que enfrentarem.
Há, sem dúvida, alguma necessidade de se trazer ânimo ao povo de Deus, assim como os analgésicos têm sua função, mas a cura e a vida fluirão com a cooperação humana, como podemos observar no início do ministério de Josué.
Deus começa de maneira impressionante levantando o ânimo de Josué (Js 1:2-6), Deus usa palavras do tipo: “assim como fui com Moisés serei contigo”, “ninguém poderá te resistir”, “não te desampararei”... Que bênção! Josué poderia ter pensado que a missão estava ganha, afinal, Deus deu todas as garantias. Nos versos seguintes podemos perceber que a história não era bem assim, pois Deus agora usa palavras que muitas vezes não são tão empolgantes de se ouvir como: “esforça-te”, “tenha bom ânimo”, “não te desvies”, “medita nele dia e noite”. Deus estava animando e ensinando o Caminho. O Médico dos médicos estava associando os analgésicos com os remédios para cura e também vitaminas para o fortalecimento.

Uma pregação analgésica tem tempo determinado para durar e talvez por isso, algumas pessoas já não sejam mais tocadas com tais palavras, pois assim os analgésicos perdem o seu efeito quando aplicados de maneira inadequada.

Uma pregação profunda, com as verdades bíblicas que conduz a cura, requer trabalho do pregador em estudar e se consagrar por isto. Uma endoscopia custa caro e tráz muitos desconfortos. O pastor de Deus não se intimida em pregar a verdade, mesmo que seus ouvintes sintam desconforto na mensagem, pois sabe que o problema será identificado e a cura estará a caminho.

Que desculpas podemos encontrar para um pastor que não se empenha em cumprir o seu chamado de pregar a verdade? Se tentarmos fazer isto, será o mesmo que tentarmos explicar como um médico que teve oito anos para estudar e se especializar em cuidar de doentes, não saber, após formado, como cuidar daquilo que sempre estudou!


“Obedecei a vossos pastores, e sujeitai-vos a eles; porque velam por vossas almas, como aqueles que hão de dar conta delas; para que o façam com alegria e não gemendo, porque isso não vos seria útil.” (Hb 13: 17).


Geralmente eu penso neste versículo como uma ovelha: tenho de obedecer ao meu pastor, mas, tomando nota do que está escrito, os pastores também são aqueles que hão de dar conta das almas que lhe foram sujeitas! Será que isto está sendo esquecido? Sempre que vejo um problema entre obreiros e pastores, geralmente os obreiros são sempre os rebeldes, mas a VERDADE é que rebeldes ou não, a responsabilidade destes continuam nas mãos do pastor.

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Este, encontrei no site da Paz e Vida. Belíssimo texto - pena que ainda não descobri quem é o autor!
Confira a postagem original aqui.
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